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sábado, 12 de janeiro de 2008

[Notícia] Americanos vão boicotar Homem-Aranha.

É.


Depois de tudo que aconteceu em One More Day, os fãs do aracnídeo e algumas lojas entraram num consenso para organizar um grande boicote a revista do ex-amigão da vizinhança depois que Joe "M" Quesada, o Mister M dos quadrinhos fez desaparecer quase vinte anos da cronologia do Homem-Aranha e fazer com que um dos acontecimentos mais marcantes de Civil War se tornasse uma piada.

O boicote não vai ser simplesmente "parar de comprar e fazer piquete" os fãs planejam atingir fundo o grande mote da história - o término do casamento de Peter e MJ. - passando a comprar a revista da filha do Homem-Aranha, SpiderGirl.

Spidergirl, para quem nunca teve contato, é uma história que se passa num universo alternativo dos futuros alternativos da Marvel onde o Peter Parker se aposenta e sua filha May Parker (aquela que desapareceu alguns anos atrás, para quem acompanha gibis... e para quem não sabe: sim, Peter é pai) assume o manto da Aranha e seu legado.

Tal situação já chegou ao ponto da Marvel começar a temer pelo futuro (aparentemente) de seu editor e outros estarem surgindo para compartilhar da culpa pela cagadabesteira. Tal temor se justifica quando pipocam pela internet opiniões de repúdio ao que aconteceu, dado que o amigão da vizinhança é um personagem querido e a série de coisas estranhas que vem acontecendo nos últimos meses só aumentou a frustração que existe em todos. E a ironia disso é que o público brasileiro, sejam em comunidades de Orkut ou mesmo portais do meio, já reclama há muito tempo de uma falta de compromisso da Marvel em zelar por seu ícone.

Agora, um resumão beeeeeeem simplificado do que acontece em One More Day, ao menos da trama principal:

Peter Parker revelou sua identidade ao público em Civil War, e em detrimento dessa identificação sua família acaba sendo alvo possível de atentados até que finalmente sua tia May McCloud (a imortal) toma um tiro. A velha parece que vai realmente bater as botas Peter Parker começa sua caminhada em busca da cura para o tiro de sua tia. Procura e recebe negativas as mais inusitadas possíveis como a do Doutor Estranho, o mago MAIS PODEROSO da editora dizendo que não pode curá-la - Ele pode surrar o Hulk, rasgar dimensões como se fosse papel, surrar o Thanos, fazer magia que afete a todos, controlar a loucura da Wanda, tudo isso ao mesmo tempo... Mas não pode curar um simples ferimento a bala. - e finalmente decide apelar para alguém inusitado, um tal de Mefisto.

O demôonio-mor da Marvel propõe a Peter que em troca da cura de sua tia, quer seu amor por MJ e tudo que estiver relacionado. Peter e Mj discutem, e sem consultar a parte interessada, decidem que querem o fim de seu relacionamento. No final trocam um último beijo e pronto! Toda a cronologia do Aranha é destruída! Anos de histórias interessantes, e outras nem tanto, simplesmente não aconteceram! Sabe tudo que você sabia do Homem-Aranha desde que MJ soube que ele era o Aranha? Não aconteceu! Pegadinha do Quesada!

Foi, sem sombra de dúvidas um dos maiores e piores desrespeitos que público sofreu até hoje. Não foi algo como as Crises Infinitas da DC, onde determinadas coisas dos passados dos heróis são adaptadas ao presente (para tornar as coisas mais atuais) mas a essência muda. Não. Mudaram simplesmente a essência de todo o personagem sob a justificativa que o Quesada preferia o Peter solteiro. Se ele queria uma "volta ao passado", porque não o matou simplesmente e deixou apenas a versão Ultimate existindo?

Fica a questão e a revolta de mais uma pessoa que se decepciona dia a dia com o que fazem a esse personagem... Mas um profundo alívio por ter parado de comprar gibis do Homem-Aranha desde a Saga do Clone...

Penso em fazer uma petição/campanha para tornar Peter Parker personagem bíblico, dada a quantidade de penitências que paga só por tentar ajudar a vizinhança. =/

Fontes:
Omelete: Aqui e Aqui.
F.A.R.R.A.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Conforme prometido... O Trailer de Dark Knight.



Sem enrolar, o link:

http://atasteforthetheatrical.com/deathtrap/default.htm

Fresquinho da forma e quem quiser, ainda pode baixar. =D

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Novos 'poster' de Batman The Dark Knight.



As imagens falam por si só...

Destaque para o do Coringa. Ficou muito bom.

Mesmo que alguma ou ambas sejam falsas, ainda assim são ótimas. =D

E em breve coloco o trailer aqui, quando os vazamentos do trailer que saiu nos EUA estabilizarem. =D

ATUALIZAÇÃO:

Conforme prometido, um trailer filmado direto do cinema nos Estados Unidos.

É de babar. =D

The Dark Knight

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

[Crítica] A Lenda de Beowulf


Antes de lavar a roupa suja, um pouco de informações sobre o filme:

Sinopse:

Inspirado em um antigo poema, o filme conta a história do destemido guerreiro escandinavo Beowulf (Ray Winstone), que precisa defender o reino do monarca Hrothgar (Anthony Hopkins) do feroz demônio Grendel (Crispin Glover). Em uma desesperada batalha, Beowulf acaba matando o monstro, atraindo para si a terrível ira de sua impiedosa e sedutora mãe (Angelina Jolie), que decide vingar sua morte. Anos mais tarde, Beowulf irá se deparar com o maior desafio de sua vida, personificado na figura de um poderoso dragão.

Onde assisti:

UCI Knoplex Norteshopping, do grupo Severiano Ribeiro, Sala 01, a sala 3D.

Horário:

19:45, terça-feira.

Agora vamos sentar o porrete... Ou não...

Nunca havia assistido filmes 3D, e o que vira nos 80 com meu pai naquele troço tosco de cores azul e vermelhas separadas em um óculos vagabundo é uma ofensa que graças a deus deu errado e obrigou os produtores a investir. Apesar de ter que engolir o filme dublado e usar um óculos que me fazia parecer uma versão gorda de um Clark Kent (vejam foto) fugitivo de um encontro de pseudo-intelecualóides (culpa do suor e da minha ótima câmera de desfocar), preferi a dublagem do que assistir do jeito tradicional.

Coisinha linda da mamãe... *cospe*

Disso não me arrependi.

Inicialmente penso que assistirei o filme sozxinho. Dentro da sal está apenas eu e minha esposa. Obviamente que não assistiria o filme se estivéssemos sós. É nesse momento que o caramulhão em meu ombro diz baixinho "tolinho...", e vejo pessoas entrando como se estivesse estourando pipoca, quando faltam menos que dez minutos para o início da seção. E eu entrei na sala quando faltavam vinte minutos.

Sinto uma certa preocupação quando vejo pais e mães acompanhados de seus filhos pequenos entrando no salão. Imediatamente pondero se foi correto de minha parte me arriscar a ver uma animação no cinema (a última animação que vi no cinema foi Turma da Mônica e o Vampiro, se não me enganei o nome do filme...), ao invés de no conforto do lar.

O filme começa de modo satisfatório. É uma festa onde todos comemoram a vitória do Rei sobre o dragão, e bebem muito, e comemoram de forma promíscua. Por sinal, é nesse ponto que começa a se entender porque esse filme FOI FEITO para ser visto em salas adaptadas para o 3D. O primeiro susto de ver uma coisas sendo arremessadas em você e seus olhos o enganarem com isso é algo fantástico.

Em seguida começo a perceber que o filme é realmente uma armadilha, e não para mim, mas para os pais. O rei se levanta e pede pelo início da fornicação. Opa! Começou bem... Depois de agarrar a esposa e uma história cantada por um bardo, por sinal bem violenta, o filme mostra suas garras, ou melhor dizer, monstruosidade. Grendel surge, tudo se escurece e o que se segue é uma completa e total matança, com direito a corpos divididos em dois e alguns desmembramentos. Uma criança reclama, baixinho que o filme está ruim. O pai manda calar a boca. Eu me empolgo enquanto os corpos voam pelo cenário até que finalmente o monstro encara o Rei e foge acuado, o resto da história, acompanhem no cinema.

O filme avança bem e cada vez mais sangrento. O tempo todo me imagino jogando um RPG medieval, daqueles dos mais violentos. Até mesmo a apelação em cima do Beowulf não apaga o ar bárbaro. Por sinal, o personagem-título possui nele um ar que me remete a Conan, e isso me empolgava ainda mais. Todas as tomadas são importantes e o tempo todo exploram as partes em 3D, como lanças que parecem que vão nos acertar ou mesmo nos ameaçar. Sustos, pequenos, mas não sustos como um Jogos Mortais, mas sustos causados quando surgem objetos no cenário que parecem que vão se chocar contigo. Em determinado momento cheguei até a me proteger de algo que foi arremessado. Claro que minha esposa riu.

Angelina Joile "nua" é a melhor parte do filme (por que será?). De todos os personagens baseados em atores reais, ela foi a mais próxima da perfeição. Exceto por dois pequenos detalhes podia jurar que era a própria interpretando e não uma animação em 3D. O filme é tão violento e frenético que em determinado momento uma criança começou a reclamar em voz alta e os pais foram repreendidos pelo pessoal que assistia o filme.

Por sinal, esse foi o maior lapso da censura. Era evidente em cada cena do filme, em cada diálogo e cena (o que não faltou foram as palavras "membro", "penetrar" e corpos masculinos quase nus) que o filme não foi feito para crianças de quatorze anos, sequer para as de dez anos que entraram acompanhadas com os pais. Simplesmente o termo "animação" não deveria bastar para a classificação do filme, e tenho a certeza que se fosse um filme com atores reais dificilmente não sofreria cortes ou seria classificado para maiores de 18 anos.

E o filme continua bem até que a face atual de Hollywood mostra-se nos minutos finais. Como tornou-se um praxe nas surperproduções heróicas ou do tipo, não existe um final claro e apenas uma das situações apresentadas no filme se resolvem. Não vou entregar qual a situação, mas quem assistiu sabe bem do que acontece nos minutos finais. Parece até que vai ter uma continuação, por sinal, parece que precisa ter uma... Mas será que não seria melhor concluir o filme ao invés de simplesmente enfiar os créditos?

Essa situação fez com que eu saísse do cinema descepcionado. A história é muito boa, o filme empolga e em determinados momentos não parece ser uma animação. Os personagens baseados em atores reais estão muito bem captados, e pelo jeito falta muito pouco para os atores de Hollywood abandonarem os sets de filmagem e se transformarem em meros dublês de luxo. Mas ainda assim não é perfeito como algumas fotos fazem parecer.

Por sinal, é muito interessante ver um heroi como Beowulf. A forma como ele definha desde sua primeira aparição até o final é muito interessante. Basta dizer que ele é um cara muito orgulhoso e no final torna-se triste, quase humilde. Mas a maneira como as mulheres são apresentadas no filme vai desagradar as feministas - apesar de condizer com o período e o povo retratado, o nórdico. São, a exceção da Rainha, meras fornecedoras de vagina. Seja por prazer ou fins reprodutivos.

E saí de lá com a certeza de que se tivesse assistido em uma sala normal, teria me descepcionado muito com o filme.

Nota? Se tivesse que dar, daria um 8 para a versão em 3D e um 6,5 para a versão normal, que quando tirei os óculos para ver, não empolgava nada. Dessa vez a combinação argumento+visual fez diferença.

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