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sábado, 24 de novembro de 2007

TVs com Receptor Digital começarão comercialização.



As televisões que seguirão o novo padrão digital começarão a ser vendidas em breve, a partir do dia 2 de Dezembro.

São televisores que possuem imbutidos neles os decodificadores do sinal digital, que a partir de 2016* será a única forma de transmissão de televisão. Ou seja, se nos cafundós do judas uma pessoa tiver uma televisão velha e quiser assistir algo, não poderá, apenas vai lamentar e transformar sua televisão em enfeite ou mesinha de canto.

Como todo lançamento do Brasil segue o contrário do que ocorre no mundo, serão colocados no mercado os televisores apenas para o público que pode gastar R$ 7.000,00 e continuar sorrindo, o que não é meu caso e provavelmente não é da maioria dos leitores desse blog ou mesmo da população brasileira.

Não, não leram errado. Os televisores terão de 40 a 52 polegadas de tela, daqueles que não se colocam na maioria das salas brasileiras (porque as salas são pequenas) e custarão uma "bagatela" entre R$ 7.000,00 e R$14.000,00.

Não entendo como podem querer fazer isso. Até entendo quando dizem "é o capitalismo", mas é um capitalismo burro. Não vi anunciados modelos populares para o povão assistir televisão, ou seja, a televisão digital a príncipio corre o risco de ser luxo apenas de brasileiros ricos (mesmo porque o decodificador é caro) e no final das contas a televisão brasileira vai conseguir dar o empurrãozinho que a internet precisava para matar a televisão.

Porque não? Hoje em dia uma grande quantidade de pessoas não assiste mais programas que passam na televisão, optam por baixá-los. Com a televisão custando mais caro que um computador, e com a assinatura de banda larga mais barata que a da televisão a cabo, por quê não comprar um computador ao invés de um televisor? Compra uma televisão com monitor LCD enorme, sem conversor, enfia uma banda larga e passa a baixar seus episódios pela internet.

É errado? Depende da opção... Afinal de contas nada consegue proibir alguém de gravar episódios e dar aos amigos. Muitos faziam isso nos tempos da fita cassete, o método só mudou e a qualidade evoluiu (ou não, dependendo de alguns).

Ou seja, ou o preço dessas televisões diminui, e muito, assim como os dos decodificadores, ou veremos ruir como um todo a televisão brasileira, por falta primeiro de espectadores e depois de anunciantes.

Fica uma pergunta, as mais interessadas em manter o público (e os anunciantes), as emissoras, não poderiam subsidiar os custos de produção dos decodificadores ou parte deles, afinal de contas, quem ganharia com isso seriam eles, a longo prazo?

Nem precisa responder, me lembrei que estou no Brasil... E depois fazemos piada de português. =/

Fonte: O Globo.

Errata: O sinal analógico atual só será cortado em 2016, segundo informação dada pelo slin Shady, do http://cinemaafinseumadosedewhiskey.blogspot.com/. Em 2014 as televisões analógicas param de ser vendidas.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

[Crítica] Tropa de Elite

Eu assisti Tropa de Elite no cinema.

Não é porque o diretor pediu, não é porque a imprensa disse que é certo, assisti porque no mínimo seria contraditório fazer qualquer tipo de comentário como os que surgiram vindo de pessoas que assistiram a cópia pirata ou baixada na internet. Não desmereço quem fez, não vou dizer ou entrar no mérito do "certo" ou "errado" disso, porque é algo completamente pessoal, e eu não vou puxar esse lado.

Mas, em um cenário onde a maior parte das pessoas que opina sobre o filme, ainda não o assistiu no cinema, é no mínimo contraditório entender determinadas posturas morais (ou amorais) quando essas fizeram exatamente aquilo que Cap. Nascimento fala: alimentaram a violência comprando cópias piratas, seja do Tropa de Elite 1, 2 ou um milhão do BBB.

Assisti o filme no cinema - e só por isso o comento, questão puramente pessoal. -, e não vi nenhuma diferença entre a versão que tenho em casa e a que passou no cinema, exceto no que diz respeito ao audio e ao acabamento entre um "capítulo" e outro. Sem esquecer a sensação de que quando o Cap. Nascimento fala que a violência só existe porque quem compra sustenta o crime, eu sei que nesse aspecto não me encaixo.

É um filme excepcional, coloca em evidência algo que no Brasil se costuma ter medo de idolatrar por causa da ditadura militar (e que para mim nada tem a ver... mesmo determinados problemas da polícia tendo origem histórica, mas isso é assunto do Pensamentos Equivocados, não daqui).

O filme conta a história de três policiais. Os amigos de infância e aspirantes a oficiais Matias e Neto, e o Capitão Nascimento. A história de ambos se cruzam quando Matias e Neto tentam salvar a vida de um PM que por engano envolvem num rolo e depois de salvos pela equipe do Cap. Nascimento, decidem fazer o curso do Bope. Em paralelo vemos a história de Matias que quer ser advogado mas vira PM, a de Neto que sempre quis ser herói, e a do Cap. Nascimento que quer sair do Bope porque se torna pai e está com Pãnico por medo de perder a vida e não ver seu filho crescer.

O final é seco, e o mais legal é que ao contrário da maioria dos filmes da safra atual, há uma vontade de mostrar a polícia como herói, mesmo sendo um anti-herói (e se você assiste 24 Horas ou qualquer Máquina Mortífera ou mesmo Robocop, e gosta, não venha dizer que o Cap. Nascimento é violento) e de brinde dá a realidade chocante em que está nossa sociedade.

Porém, apesar de ser campeão de polêmica e bilheteria, não é filme para disputar o Oscar, como muita gente disse quando "O Ano..." foi selecionado. Oscar gosta de demagogia, filmes de guerra que enfatizem o lado humano, épicos e/ou histórias tristes (ou a junção de tudo citado antes), realidade nua e crua não enche os olhos dos juízes.

Agora, se você não tem acesso a internet, ou melhor, se começou a acessar a internet semana passada e me encontrou pelo Google quando procurava a "Sandy Pelada", "Sexo com Animais", "Piadinhas do Costinha", "Ari Toledo", ou mesmo "Tropa de Elite Baixe Aqui", saiba que apesar de sua busca ser infrutífera - isso se você leu até aqui. - vale a pena continuar procurando, de preferência em uma locadora, pois o filme cumpre tudo aquilo que se propõe, e até mesmo existem interpretações que você vai ficar surpreso de encontrar se tiver mais que dois neurônios ativos.

Bom filme.

Nota? Um 9... Ele peca por faltar um final para determinadas situações, se você gosta de finais no estilo "preto no branco" ou "e agora? o que aconteceu?".

terça-feira, 9 de outubro de 2007

[CRÍTICA] Resident Evil 3: Extinção.

A saga de Resident Evil continua. Se você espera elementos dos outros jogos, pode esquecer. Exceto pela presença de personagens clássicos da série, o restante da história pode ser completamente desconsiderado. Se você for ao cinema esperando ver em cinema o jogo, vai se decepcionar, principalmente se é apenas isso que procura.

Agora, se o que procura é uma boa distração, para comer pipoca e beber guaraná enquanto assiste de forma despretensiosa um filme que não é comparável aos grandes filmes de hollywood, mas no mínimo ele conpensa o ingresso.

O filme começa logo depois dos eventos do segundo filme, quando Alice destrói os dados sobre sua presença e desaparece dos olhares da Umbrella. Nese filme as coisas estão piores que no anterior. O T-Vírus se espalhou por todo o mundo, e agora os zumbis são maioria e o restante da população humana sobrevive como nômades ou enterrados em imensos complexos controlados, obviamente, pela Umbrella, onde seus cientistas tentam a todo custo procurar por uma cura para a doença, caso contrário o planeta morre.

Enquanto isso Alice vaga pelos desertos dos EUA, acompanhando de perto o pessoal liderado por umas personagens clássicas do jogo, Claire, que agora não é mais uma policial de Racoom City, mas a líder de um comboio que procura desesperadamente sobreviventes, combustível e comida, não necessariamente nessa mesma ordem. Junto com esse comboio está o affair de Alice, Carlos. Alice agora carrega consigo anotações que levam a crer que existam sobreviventes do vírus escondidos no Alasca, longe de tudo e todos, e quando ela se junta ao comboio de Claire, os convence a irem para o Alasca... E chega de falar do filme. =p

O filme é bom. Não precisa (e nem tem) de tantos efeitos especiais e os zumbis morrendo convencem, apesar dos pesares. Não existem tantos sustos quanto no jogo, mas os poucos que têm são legais. O ponto forte desse filme é seu ponto fraco. Ele não se foca tanto na história do próprio filme, e o tempo todo parece mais com um filme de ação do que com necessariamente um filme de terror (ou algo do tipo, dada a presença dos zumbis). Não que torne o filme pior, mas para quem não gosta do gênero de terror, esse filme serve. Para quem procura o filme esperando Terror, vai querer ir pra casa ou jogar pipoca na telona (ou no pc... nunca se sabe onde se assiste o filme).

Alice está cada vez mais parecida com a Lara Croft, apesar de seus poderes psíquicos. A maneira como se veste, age e como é independente é muito igual a personagem dos jogos (desconsiderem a personagem do filme). Aliás, quando ela puxa duas armas e começa a fazer acrobacias enquanto atira, eu lembrei de Tomb Raider. Quando começou a lutar de faca, eu tive a certeza de que era Lara Croft e não Alice naquele corpo. Por sinal, se não fossem os poderes de Alice, eu diria que Lara Croft invadiu Resident Evil e conseguiu se superar, pois Alice consegue ser forte, bonita e interessante sem precisar de nenhuma plástica. Aliás, se vocês gostam tanto assim da atriz que a interpreta, Milla Jovovich, o filme tem uma bela surpresa para vocês.

O único problema é o final do filme. Isso é o que decepciona, pois esperava mais do final... Ao menos um final. Resident Evil deixou de ser filme e virou novela de cinema.

Se tivesse que dar nota pelo filme daria um 7,5.

Trailer (para quem não viu):

domingo, 7 de outubro de 2007

Wolverine, Deus Supremo da Marvel.

Quem assistiu X-Men 3 (ou seria W-Man+3?), já viu o poder do fator de cura do baixinho mais presente dos quadrinhos superar o poder cósmico da Fenix, capaz de devorar uma estrela em segundos, mas incapaz de dissolver o mutante.

Agora, nosso querido mutante ganhou poderes que vão além do imaginável, ou não, onde comprova-se que para permanecer vivo sequer de ossos ele precisa, por sinal, ele é capaz de pular em um tonel de ácido, nadar e sair correndo depois, em puro osso e adamantium.

Provando de uma vez por todas que:
1- Cartilagens são desnecessárias, assim como tendões e músculos;
2- Ele é Deus, e como Deus, ele é onipresente... (está em mais revistas da marvel do que eu tenho em dívidas... e isso é muito);
3- Que quando Tim Burton criou "Jack", ele lia uma revista dos X-Men;
4- Que uma editora que faz o que faz com o Aranha, é definitivamente capaz de tudo.
5- Que Wolverine não é Deus, Wolverine é o Deus de Deus.
6- Que preciso parar de tripudiar a DC, ainda não comecei, mas a Marvel me dá muitos motivos para não abandoná-la jamais.
7- Que entre os poderes de Wolverine está o de se transformar em Chuck Norris ou Capitão Nascimento.

Vejam a sequência de imagens e riam e compreendam o porquê da postagem:





Para quem nunca assistiu desenho animado, nunca teve filhos e vive em uma bolha, sem acesso a internet: Wolverine é o personagem criado pela Marvel, um mutante com poderes ao menos em sua origem focados em seu fator de cura e na sua selvageria lado hoje em dia esquecido, mas além de "super-auto-cura", ele também fareja, se comunicava em parte com outros caçadores e talz, numa empatia bem forte até e mal explorada. Seu nome é Logan e ele é canadense, juntou-se aos X-Men após fugir do programa de super-soldado do Canadá, o Arma-X, e desde então evoluiu de um assassino por prazer, para um assassino que mata por uma boa causa.

Peguei essa nova pérola dos quadrinhos em: Melhores do Mundo

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

"O Ano em que..." será nosso concorrente ao Oscar.

Contrariando uma série de espectativas e uma pressão absurda tanto por parte da mídia quanto de uma parcela significativa da população em geral, o filme "O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias", de direção de Cao Hamburger, será quem representará o pais pela disputa de uma das acirradas (e já nem tanto qualificadas) estatuetas do Oscar.

O filme, com uma enorme mão da poderosa Globo (que ao contrário do que divulgou, ela apenas CO-produziu o filme, isso é bem diferente de PRODUZIR), conta a história em dois paralelos.

Em um deles está o jovem Mauro, de 12 anos, que em 1970 está mais preocupado com o resultado da copa, e em torcer, do que com a situação política. Do outro lado estão seus pais, engajados pela luta contra a ditadura e que são o motivo óbvio do trecho do título "... meus pais saíram de férias". Os pais então deixam o menino com o avô, mas algo acontece com o avô e então o menino passa a ser cuidado por um vizinho de seu avô, um judeu solitário chamado Shlomo, funcionário da sinagoga próxima para o local onde Mauro vai. Daí então acontece toda aquela troca de experiências e amadurecimento mútuo que ocorre em todo filme do gênero, ou seja, se você gostou de "A Vida É Bela" ou de filmes com uma pessoa amarga que fica doce por causa de crianças, vai gostar desse. E pra não variar, coloca como pano de fundo a ditadura militar.

Existe uma diferença entre CO-produzir e PRODUZIR,
o site do filme é bem claro quanto a isso.

Apesar dos protestos que podem surgir em detrimento do filme mais falado do ano (e porque não dizer, pirateado?), a verdade é que a escolha foi correta em meu ponto de vista. Não questiono qual filme é melhor ou pior, pios apesar de ambos os filmes tratarem da violência (em épocas e formas diferentes), ainda assim são histórias completamente diferentes. "Tropa de Elite" é um filme que trata da violência do Rio de Janeiro e do cotidiano da guerra entre os policiais honestos contra tudo e todos. Já "O Ano em..." trata de assuntos que os acadêmicos do Oscar gostam mais de ver, que é a convivência entre jovens e mais velhos em períodos conturbados. Não foi com um filme nessa temática que vimos Central do Brasil perder (apesar de particularmente considerar "A Vida É Bela" melhor) o Oscar? Tentemos então fazer o jogo deles.

Agora nosso filme segue na disputa pela estatueta, e agora vai tentar ser uma das cinco melhores produções estrangeiras para então, finalmente, poder concorrer a ser premiado com a Estatueta. Até então somente podemos ter apreensão (pra quem torce para termos um filme brasileiro na cerimônia), desdém (pra quem não engoliu bem a indicação) ou indiferença (para quem não se importa com essas coisas) sobre quem irá concorrer conosco ou se iremos ao menos concorrer.

O resultado sairá no dia 22 de Janeiro de 2008, e a festa do Oscar, e a premiação, acontece no dia 24 de fevereiro.


Dessa vez não deu pro Cap. Nascimento levar o prêmio... Mas é ele só colocar na conta do papa e seguir em frente pra próxima missão... =D

* Mesmo assim gostaria muito de ter visto Tropa de Elite disputando o Oscar... =/
** Tropa de elite ainda pode concorrer em 2009 se os americanos considerarem o filme digno da indicação... O que acho difícil, pois para eles nosso filme é apenas "mais um" filme policial. =p

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Milo Manara, um gênio da arte erótica?

Milo Manara nasceu em Luson, na Itália. Gênio compreendido por muitos, mas na verdade é visto por uma parcela considerável como responsável por muitas e muitas horas no banheiro.


Detentor de um traço sem igual, principalmente quando dedica-se a desenhar mulheres, muitas vezes seu traço acaba colocando de lado as histórias que narra e as críticas que existem inerentes a sociedade.

Apenas quem leu, com as duas mãos, o material de Manara pode perceber o quanto ele é politizado em relação ao trato dos seres humanos, e isso até mesmo usando do sexo como forma de transmitir sua mensagem de um modo quase que subliminar. Em diversas de suas histórias você excita-se com as imagens expostas nos quadrinhos, mas ao ler com afinco o que acontece, sente-se envergonhado de sentir prazer, ou orgulhoso - tudo depende de seu valor moral.

Uma de suas obras que tive o prazer de ler foi Borgia, que trata de uma época obscura tanto para a Igreja Católica quanto para qualquer outra autoridade da época ou mesmo para alguns determinados professores de história que costumam romantizar as coisas.

Com o tradicional erotismo em sua arte e a colaboração de Jodorowsky, Milo Manara expõe de modo nada sutil as sujeiras que existiam na Igreja Católica da época. Tudo isso em torno da família Borgia e o esforço de Rodrigo Borgia para se tornar Papa a qualquer custo, seja ele moral, financeiro ou a custa da vida de fiéis.

É uma história dividida em partes, e as duas primeiras já foram lançadas no Brasil pela Editora Conrad, estando a venda na loja da editora ou em livrarias especializadas. Outras obras do mestre também foram lançadas por aqui, mas destaco essa em particular pelo conteúdo forte e história completamente amoral, onde o traço Milo Manara se mistura com perfeição a toda a podridão da decadente nobreza, e pra quem tem um senso erótico sádico, vira um prato cheio.

Obviamente existem outras obras do autor, traduzidas ou não, mas enfoquei apenas essa para dar o tom do post, que não é simplesmente fazer mais uma postagem como tantas outras que existem puxando literalmente o saco do autor/artista, não é esse meu objetivo, mas sim levantar uma questão:

Se ele não fosse adepto da arte erótica, seria ainda assim um gênio?


Sério, vejo uma série de artistas tanto nacionais quanto internacionais que desenham tão bem ou melhor que ele (considerando que falo de gosto pessoal, e como cu, cada um tem o seu e faz dele o que quiser) mas nenhum deles possui sua fileira de idolatria. Seria ele importante somente pelas masturbações que proporcionou aos outros ou pela maneira como fez a masturbação se tornar algo sujo quando se lê seu material junto com as figuras? Ou simplesmente pelo argumento em si?

Ficam os questionamentos...

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