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quarta-feira, 2 de abril de 2008

A Camisa da Distribuição Setorial...

Existe uma prática comum às editoras brasileiras que é o ato de menosprezar as publicações e das próprias distribuidores em gerar entraves a própria indústria da cultura. O Brasil é um dos países que menos lê (que o diga ler placas), mas ainda assim os preços do mercado editorial são absurdos, como se existisse uma demanda absurda quando na verdade é o contrário.

E no caso de publicações periódicas a coisa é ainda pior. Vide que com o avanço do uso da aviação para transporte não só de carga humana, mas de cargas em si, as editoras ainda aplicam lógicas de distribuição que ao invés de estimular o setor fazem com que muitas revistas que sejam lançadas em janeiro de um ano apareçam em lugares como Manaus quase três meses depois, isso quando aparecem.

Quem ganha com isso? Ninguém, e perde principalmente o fã, aquele que realmente gosta de quadrinhos e perde tempo com esse formato de mídia. Claro que pode pensar, "existem revistas escaneadas hoje em dia", mas nenhuma revista eletrônica é mais agradável ou substitui a versatilidade de uma edição impressa, e para quem coleciona, há uma diferença gritante entre ter um material original e um impresso em casa (no caso de quem realmente imprime o material digital).

O pior é quando a distância é ainda menor e do mesmo jeito a revista não chega, pois ao contrário do pensamento comum, em revistas quando se diz "eixo Rio e São Paulo" não se fala dos estados, mas apenas das Cidades, se você sai da capital dessas corre o sério risco de esperar tanto ou mais do que o morador de outra capital.

Distribuição setorial, no entendimento comum, é o mesmo que barateamento dos custos de logística. Ao invés da editora enviar o material o mais rápido possível para lugares teoricamente mais distantes ou descentralizar a produção (hoje em dia ela poderia abrir ou contratar um parque gráfico em um estado mais distante e mandar os arquivos da impressão online), ela aplica a ordem da sobra, ou seja, ela vende o quanto dá no Eixo e o que sobra manda pro resto, via caminhão ou alternativas mais baratas. Perde ela ao estancar possível evolução do mercado e perde o leitor fiel, que antes não tinha esse problema.

E foi pensando em você, que espera meses com a esperança de ver em sua cidade que desenvolvi esse layout de camisa... Já que não havendo solução, o melhor é encarar a coisa com humor:



O nome da homenageada obviamente foi omitido, mas para um bom entendedor apenas uma distorção basta. Falou só a voz de pato e o depoimento... Se houver interesse, passo para vetor e você pode imprimir para usar em algum evento de quadrinho ou na rua mesmo. =)

5 comentários:

Maldita Inclusão Digital Corp. disse...

Ai a gente puxa tudo da internet e reclamam da pirataria!
É lógico que se os preços fossem mais baixos não acabaria completamente com o problema, mas melhoraria bastante.

www.semata.wordpress.com

Fábio Buchecha disse...

Vetoriza para mim então Dragonildo.

fabio_buchecha@hotmail.com

Pois bem, o fato é que aqui em Recife tenho a sorte de contar com uma livraria como a Livraria Cultura, que me faz esperar no máximo uma semana pelas minhas revistinhas do "Conan" e do "Blade, a lâmina do Imortal" =P

TemPraQuemQuer

Marcos Costa Melo disse...

hahaha... ótimo protesto, muito bem-humorado.

Eu colecionei revistas em quadrinho durante muitos anos, tenho centenas delas em casa, inclusive alguns "números 1", mas parei na época pré-Panini.

abraços

mickey disse...

eh neh, fazer o q rapido pra alguns lento pra os outros...rsrs.. XD

aki gostei da vetorização....muito boa

ai comenta lah depois

Everaldo Ygor disse...

Olá...
Sou leitor de alguns HQs também... E prefiro o impresso!
De resto se le muito pouco em nosso pais, e muitas vezes se lê e interpreta errado, basta ver os comentários que recebemos em nossos blogs, ao escrever mais de 10 linhas todos reclamam... Isso é o fim, preguiça mental mesmo...
Abraços
Everaldo Ygor
http://outrasandancas.blogspot.com/

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